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"Apóstolos na tumba de Cristo", Francisco Ribalta - descrição da pintura


Apóstolos no túmulo de Cristo - Francisco Ribalta. 90 x 64,5 cm

Esta pintura é uma das muitas obras sobre temas bíblicos. O artista conseguiu refletir vividamente o exato momento de descobrir a ausência de um corpo morto e a percepção final de que aquele que eles consideravam seu professor era um verdadeiro Deus-homem.

Diferentes sentimentos se misturaram nos rostos dos apóstolos. Aqui, o choque se misturou com a surpresa do jovem apóstolo João, que torceu os braços, profunda tristeza e preocupação - entre velhos de barba grisalha. A composição da gravura é figurativa, mas em primeiro plano o espectador é totalmente acessível a duas figuras inteiras - a mais nova dos apóstolos João e, obviamente, Pedro, um fiel seguidor de Cristo. Em termos de composição, as figuras são deslocadas para o lado para que o espectador possa ver o motivo da visita à caverna funerária - um caixão de pedra com lençóis dobrados. O fundo da tela são as paredes de pedra escuras e ásperas da caverna, quase invisíveis no escuro.

O esquema de cores da imagem é rico, mas restrito. As mais impressionantes aqui são as capas dos apóstolos, com tons de ouro ricos e profundos. A tela usa o princípio do contraste claro introduzido na pintura de Caravaggio. A maior parte da imagem está se afogando na escuridão, e detalhes iluminados proeminentes dão volume, alívio e dinamismo às figuras.

A escuridão da caverna e a tristeza do evento parecem retroceder aos raios de uma divina luz dourada que flui do lado de um sarcófago de pedra vazio. Isso é evidente nos fragmentos iluminados das roupas dos santos anciãos e nas sombras no chão lançadas pelo caixão. Embora a luz caia do lado da entrada da caverna, é claro que esses não são apenas os raios do sol ou da lua. Esta é a luz divina da revelação, que ajudará a não se perder na escuridão da ignorância e da superstição.